domingo, 10 de fevereiro de 2013

Gene gay – Discussão gerada por geneticista e Silas Malafaia abre nova polêmica: “Eli Vieira não é autoridade final sobre o assunto”


As declarações em vídeo do geneticista Eli Vieiracontestando os argumentos sobre genética usados pelo pastor Silas Malafaia na entrevista dada por ele ao De Frente com Gabirepercutiram nas redes sociais e agora, sofrem avaliações de outros formadores de opinião.
Com mais de um milhão de visualizações no Youtube, as declarações de Eli Vieira foram analisadas sob uma ótica mais minuciosa e não tão simplista pelo jornalista Pedro Burgos e pela socióloga Regina Facchini.
Burgos afirma que entende “que muita gente tenha se sentido incomodada com as coisas que Silas Malafaia falou no domingo”, porém ressalta que “o problema não é só o tom da revanche, mas a confiança cega em ‘estudos’”, por parte do geneticista.
“Quando é conveniente para Eli Vieira [...] ele cita hipóteses. Quando Silas cita livros e outros estudos que contradizem a sua visão, que tem até mais base, isso é ‘charlatanice’”, pondera Burgos.
Regina Facchini ressalta que há que se diferenciar partes do assunto para que a discussão seja feita a partir do equilíbrio e revela: “Há um ponto que me preocupa muito: a repercussão nas redes sociais foi bastante grande, especialmente entre pessoas preocupadas com a defesa dos direitos de LGBT, mas infelizmente parece não se ater a essa diferenciação”, afirmando que muitos entenderam que o discurso usado por Silas Malafaia estava derrubado.
“Todos já ouvimos sobre estudos que procuram demonstrar que o ‘comportamento sexual humano’ sofre influências genéticas ou biológicas de modo mais amplo. Não há novidade nisso. Esses estudos pipocam na mídia há décadas. O novo é assumir e procurar difundir, de uma perspectiva da genética, que há demonstrações científicas dessa influência, mas também há o fato de que o comportamento humano NÃO É DETERMINADO geneticamente”, pondera a socióloga que complementa afirmando que o comportamento de uma pessoa “trata-se de algo bastante complexo e não nos cabe reduzir essa complexidade para fazer com que caiba em nossas escolhas morais. Do ponto de vista político, temos que lidar com o fato tal qual é”.
Regina ressalta ainda que as palavras de Eli Vieira tornam acessíveis e não simples um assunto complexo: “Lamento o uso que se tem feito na rede desse vídeo pra dizer que ‘vejam, que bom, a gente nasce assim!’. Além de simplificação absurda da questão e distorção do que o autor do vídeo diz, há uma acomodação a um olhar reducionista em relação ao ‘comportamento humano’, que desconecta a questão de seu norte político mais profícuo: trata-se de reconhecimento ou não dos direitos humanos”, pontua.
Para o jornalista Pedro Burgos, o caminho contra a simplificação equivocada das questões em torno da luta de ativistas é a definição de princípios para basear o debate: “Temos que adotar uma postura, na falta de um termo melhor, cientificista, de achar que um estudo X valida qualquer ideia, e pensarmos na floresta e menos nas árvores”.
A psicóloga cristã Marisa Lobo também publicou um texto com pesquisa e opinião de diversos nomes conceituados no meio científico para comprovar que “não existem fatos científicos que provem que a homossexualidade seja genética. Todos os estudos divulgados deixam claro que se trata de probabilidade apenas, e induzir ao erro é considerado um grave delito na comunidade científica”, disse ela que relata estar sendo fortemente atacada por militâncias gays e ateistas devido a suas convicções e publicações na internet.
Nos comentários da matéria veiculada pelo Gospel+ sobre a tréplica de Eli Vieira a Silas Malafaia, o usuário Enelia analisou o site do geneticista e criticou a posição dele: “Esse Eli parece uma autoridade final sobre esse assunto, mas isso não é verdade. Estive lendo alguns artigos dele e o que ele apresenta são estudos baseados em observação e não em fato concreto confirmando que há algum tipo de genes que determina que o indivíduo nasce homossexual [...]Ele argumenta que na verdade ‘Há diferentes estudos propondo bases genéticas para a homossexualidade e razões evolutivas para seu surgimento’, Ou seja são estudos com propostas e não fatos científicos [...]Eu fico com a última parte que ele disse: ‘…os geneticistas já sabem que é inadequado dizer que existem genes ‘PARA’ estas características’ Ele acabou de confirmar o que o Silas (cientificamente ou não) disse. Tudo está ainda no campo da teoria”, escreveu.
Confira a íntegra dos artigos de Marisa Lobo, Pedro Burgos e Regina Facchini acessando os seguintes links:
“Malafaia ‘perdeu’ e a ciência ganhou? Não tão rápido”, por Pedro Burgos
“O status de humano e suas medidas”, por Regina Facchini“Gene Gay? Com ciência não cabem malabarismo”, por Marisa Lobo
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

2 comentários:

  1. Simplificar significa que ao dizer:Sou Gay e toda pessoa que descende de mim também o será . Pois meu gene é gay.
    Se acham que isso é legal estão engados pois é como dar um tiro no próprio pé.O preconceito vai aumentar mais ainda pois serão vistos como uma raça diferente ( gene gay) não como seres humanos comuns.Tipo extra terrestre de outra raça.É muito fácil simplificar e ter ideias absurdas, difícil e segurar as conseqüências dessas ideias.

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    1. Alessandra, pelo jeito você considera os daltônicos uma raça diferente? Ou inferior a sua? Pense no que disse! Aliais, ninguém nunca disse em nenhum lugar isso de "Sou Gay e toda pessoa que descende de mim também o será . Pois meu gene é gay.", você me parece uma pessoa inteligente, mas é uma ignorância da sua parte dizer isso.

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