quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sobre perdoar até a última gota - por Mario Freitas


E ao perceber que perdoar é possível, justamente porque é divino. Jamais se tratou de um sentimento humano.

Fonte: Guiame
 
perdãoUma história que sempre me marcou foi a de Corrie Ten Boom. Criada numa família de relojoeiros holandeses, Corrie cresceu orando pela paz em Jerusalém. Seu avô inaugurara uma reunião de oração pelo povo judeu na sala da casa da família, nas proximidades de Amsterdam. O projeto de oração durou aproximadamente 100 anos. 
Com quase cinquenta anos de idade, solteira, residindo com seu pai Casper e sua irmã Betsie, Corrie construiu em seu quarto um espaço que servia para esconder 6 judeus por vez, na época do holocausto. O local ficou conhecido como “o refúgio secreto”, dando nome a um livro e a um filme sobre a vida da família Ten Boom, ambos confeccionados nos anos 70.
 
A família foi presa em 1944. Casper Ten Boom, o pai, faleceu poucos dias após sua prisão. Corrie e Betsie foram levadas a Ravensbrück, campo de concentração da Alemanha nazista. Betsie faleceu naquele mesmo ano. 
 
Corrie saiu da prisão e foi dedicar-se integralmente ao ministério. Abriu centros de reabilitação na Holanda e na Alemanha, e começou sua peregrinação pelo mundo, a fim de pregar perdão e esperança. 
 
Certo dia, pregando na Alemanha, reconheceu um homem. Seu coração pulsava e doía. Era um dos guardas de Ravensbrück. Só ela e Deus sabiam o quanto aquele homem a fizera sofrer. Depois de sua pregação, o homem veio até ela, estendeu a mão, e disse: “Já tenho o perdão de Deus. Mas preciso pedir que você me perdoe pelo que lhe fiz”. Foi quando Corrie sentiu o perdão de Deus como uma corrente elétrica, e tocando a mão do homem, afirmou: “IRMÃO, eu te perdoo”. 
 
Hoje estive na casa onde viveu Corrie Ten Boom, na cidade de Haarlem, Holanda. Vi o refúgio secreto. Chorei litros ao ouvir essa história “in loco”. E ao perceber que perdoar é possível, justamente porque é divino. Jamais se tratou de um sentimento humano.
 
 
- Mario Freitas

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