sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

URGENTE - Dia apocalíptico na Ucrânia: confrontos matam quase 100

Um manifestante corre em chamas durante confronto com a polícia
Um manifestante corre em chamas durante confronto com a polícia
Manifestantes entram em confronto com policiais no centro de Kiev, na Ucrânia, na manhã desta quarta-feira (19). O número de mortos chega a 25 em Kiev no dia mais violento desde que os protestos contra o presidente Viktor Yanukovich começaram
Manifestantes em confronto com policiais no centro de Kiev, na manhã desta quarta-feira (19). O número de mortos na ocasião era de 25, no até então dia mais violento desde o início dos protestos

Dia apocalíptico na Ucrânia: confrontos matam quase 100

Cerca de 100 pessoas morreram nesta quinta-feira (20) em Kiev no dia mais sangrento dos protestos contra o governo, relata o jornal francês ‘Le Monde’. O chefe do serviço médico que atua na Praça da Independência confirma o número de mortes e relata que cerca de 500 pessoas estão feridas. Enquanto o clima em Kiev está próximo de uma guerra civil, no Parlamento, o deputado Siatoslav Khanenko, do partido opositor Svoboda (Liberdade), denunciava que “as forças de segurança estão utilizando balas de combate comuns e antiblindados, disparando para matar”.

Mais de uma dezena de corpos de manifestantes foram levados para a recepção do hotel Ukrania, na Praça da Independência. Segundo as agências de notícias, os corpos estão cobertos com lençóis e são guardados por profissionais de saúde que atendem os manifestantes feridos. Os ativistas opositores asseguram que no alto do hotel está um franco-atirador e que ele é um dos que disparam contra os manifestantes. Os feridos são encaminhados ao hotel, que se transformou em uma espécie de hospital de campanha para os opositores. Não há ainda um número oficial de vítimas fatais e feridos do Ministério da Saúde ucraniano.
Centenas de opositores radicais obrigaram a tropa de choque, que cercava a Praça da Independência, a recuar. Manifestantes com capacetes e escudos e armados de paus e coquetéis molotov tomaram o controle da Praça Europa, junto ao começo da rua Grushevski, onde se encontra a sede do governo. O Ministério do Interior informou que ao menos 67 policiais são mantidos reféns pelos manifestantes em Kiev.
Diante da tragédia, o prefeito de Kiev anunciou que abandonou o partido do presidente Viktor Yanukovich como forma de protesto. “Estou disposto a tudo para deter a luta fratricida e o banho de sangue no coração da Ucrânia, na Praça da Independência”, disse Volodimir Makeienko. “A vida humana deve ser o valor supremo de nosso país, e nada deve contradizer este princípio”, acrescentou o prefeito.
Pelo lado do governo, o ministro do Interior, Vitali Zakharchenko, ordenou que os manifestantes entreguem suas armas de combate aos soldados da polícia. “No marco das ações do Centro Antiterrorista estamos assinando os correspondentes decretos: que sejam entregues armas de combate às forças de segurança”, afirmou Zakharchenko em mensagem dirigida à nação.

Negociações diplomáticas
Autoridades da União Europeia (UE) estão em Kiev e pressionarão o presidente Yanukovich a realizar eleições antecipadas. É uma tentativa de melhorar a situação no país e diminuir a violência. Na manhã desta quinta-feira, o ministro de Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, disse que não via outra opção a não ser a realização de novas eleições. “Quando temos uma situação travada como esta, precisamos nos voltar ao povo”, disse.

Pressão russa
Diante da presença dos emissários europeus em Kiev, a Rússia alertou Yanukovich para não se tornar “um capacho” sob os pés dos seus oponentes, num claro sinal de que Moscou deseja a volta da ordem no país vizinho antes de entregar mais dinheiro. Em meio a um cabo-de-guerra com o Ocidente na disputa por influência sobre a Ucrânia, Moscou elevou o cacife da aposta ao vincular explicitamente a liberação de um crédito de 2 bilhões de dólares ao fim dos protestos.
O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, disse que só pode lidar com “autoridades legítimas e efetivas, com uma liderança na qual as pessoas não fiquem esfregando os pés feito um capacho”. É uma imagem poderosa no sentido de revelar como o Kremlin recrimina o presidente ucraniano por ter cedido terreno aos manifestantes no centro de Kiev.

Um comentário:

  1. Bênçãos! Apenas um pouco de tempo e os justos viverão em paz e alegria: Deus tem um plano perfeito para o Novo Mundo!

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