terça-feira, 5 de maio de 2015

Divórcio e adultério de pastores


Porque é que pessoas com doutorado em teologia estão lutando contra "pecados de nível graduado", gente com "conhecimento de gramática" na escola de Deus?

Para o Pastor e teólogo John Piper, isso se resume a uma resposta sucinta: Eles não conhecem a Deus. Se alguém vive realmente no amor do Criador do universo, e não focado em satisfazer suas próprias necessidades, seja ele ou ela, não irá cometer adultério.

John Piper completa ainda:

"Você pode estudar teologia 10 horas por dia durante 40 anos, e ainda assim não reconhecer que Deus é lindo, totalmente satisfatório, o maior tesouro de sua vida." Considerando o modo, e o quanto o diabo sabe a respeito de Deus, vai ele se preocupar com o conhecimento que você tenha sobre o Eterno?

A Bíblia diz: "Conheçamos e Prossigamos em conhecer ao Senhor" Oséias 6: 3a

Conhecer sobre Deus e seus atributos é uma coisa, conhecê-lo de verdade, somente através de uma conversão genuína, comunhão, intimidade, viver e caminhar com Ele, uma atitude contínua e sequencial que não deve e nem pode ser interrompida.

Se houver rupturas nesse relacionamento, imediatamente estaremos sujeitos às setas do inimigo, afinal ele está sempre vigilante e atento para nos atacar.

"Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais." Efésios 6: 12

Por mais que queiramos justificar e relativizar essa terrível questão que atormenta a Igreja da nossa geração, quando tantos líderes vivenciam problemas conjugais, que se desencadeiam quase sempre em separações e divórcios, com o agravante de um novo casamento, não há como esconder que está faltando intimidade com Deus e com a sua inerrante Palavra.

Sou consciente de que essa lavra é dura, mas pertinente e necessária, a priori para eu mesmo, e por isso o faço com amor, mas também muito temor e tremor, para que não esqueça dessa realidade.

Um líder que passa por uma situação como a que me refiro, por mais que existam justificativas e reconhecimento por parte da congregação que pastoreia, via de regra, salvo raríssimas exceções, fica desqualificado para tratar de casos conjugais semelhantes e ou similares dentro do seu rebanho, e o diabo sabe bem disso, tanto que passou a bombardear as investidas dessas tentações no ministério da Igreja.

"Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza."

Assim que vem à tona qualquer caso de infidelidade, adultério, separação e ou novo casamento na vida do líder e este continua exercendo as mesmas atividades à frente da Igreja como se nada tivesse acontecido, começam a "pipocar" vários casos similares no meio da congregação e até mesmo na vida de outros obreiros auxiliares, e não há mais quem possa tratar, justamente porque aniquilou-se a "autoridade espiritual" para tais aconselhamentos, valendo aí o adágio popular; "por onde passa um boi, passa uma boiada".

A questão é de ordem espiritual, e após o líder, o rebanho é atingido. Como consequência de um acidente de percurso dessa natureza, o pensamento dominante passa a ser o seguinte: se a autoridade maior do ministério não conseguiu solução para o seu problema, não sou eu quem conseguirá, logo a concretização de um divórcio e um novo casamento é a solução mais prática e aceitável.

O inimigo é o primeiro a saber que nas Igrejas atingidas por esse problema, o combate contra esse tipo de pecado fica nulo de pleno direito, pelo menos do ponto de vista humano.

Sempre que alguém abordar o tema à luz da Palavra de Deus não será bem visto, pois estaria afrontando ou confrontando a liderança. Em suma, não se tocará mais neste assunto nessa igreja.

Pensemos: Como é que o diabo vê isso, como é que Deus vê isso?


  • Infelizmente uns não podem mais falar porque já são vítimas da própria situação,

  • Outros não falam para não atingirem amigos, superiores ou liderados envolvidos e;

  • Outros não falam com medo de virem a se envolver em situação semelhante futuramente.


Meu Deus, o que está acontecendo com a Igreja? Me parece que a coisa ficou do jeito que o diabo gosta?

Amados, sejamos líderes ou liderados, doutores ou leigos; vigiemos, oremos e lutemos para conhecer verdadeiramente o Senhor e vivermos conforme a sua Palavra.

"Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher" (I Co. 7:10-11).

"A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo em que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor." (I Co. 7:39).

Este artigo não foi escrito como afronta ou ferramenta de acusação a quem quer que seja, mas como constatação de uma seta maligna lançada contra a Igreja, contra a qual precisamos estar atentos e vigilantes.

Portanto, oremos, sejamos vigilantes, cuidemos de nós mesmos, do nosso casamento, enfim, da nossa família e acima de tudo, conheçamos mais a Deus.

"Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia." I Cor. 10: 12

Tenha o Eterno misericórdia de nós!



Pr. Carlos Roberto Silva é pastor da A. Deus e editor do Point Rhema

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Sua méta é ir para o céu!?




Não, minha meta não é ir para o céu. Lembro-me de alguém que fez a mesma pergunta. Era um advogado da empresa onde eu trabalhava, com quem precisei viajar e ficar junto no mesmo quarto de hotel. Logo que nos conhecemos dei a ele um folheto evangelístico e sua pergunta foi: “Sua esperança é morar na terra ou no céu?”

Pela pergunta eu logo vi que ele pertencia à religião chamada de “Testemunhas de Jeová”, cuja esperança é viver para sempre numa terra restaurada e livre dos problemas encontrados aqui. Por mais que negasse a divindade de Cristo ou o perdão dos pecados por graça somente, no final de nossa semana juntos ele confessou que muito do que eu lhe havia falado do evangelho até fazia sentido. Mas ele gostava mesmo era deste mundo, por isso a proposta de sua religião lhe era tão apetitosa. Seu sonho era continuar vivendo aqui neste mundo para sempre, só com a parte boa e sem a parte ruim. Algo como um eterno piquenique sem formigas ou mosquitos.

Para você entender a razão de minha meta não ser morar no céu, vou dar um exemplo. Imagine que seu artista preferido irá se apresentar hoje à noite no Teatro Municipal e você está louco para ir vê-lo. O problema é que os ingressos são caríssimos. Você não tem dinheiro, mas tem um amigo que trabalha no Teatro Municipal e liga para ele para ver se pode quebrar seu galho. O diálogo seria mais ou menos assim.

— Oi, estou louco para ir ao Teatro. Será que você não quebra este galho?
— Claro! Para você já está liberado.
— Sério?! Você conseguiria para mim um lugar perto do palco?
— Sem problema, na primeira fileira ou até no palco se preferir.
— Uau! No palco do Teatro Municipal! Você só pode estar brincando!
— Não estou não, e ainda dou a você livre acesso aos camarins.
— Puxa! Nem sei como agradecer! A que horas posso estar aí hoje?
— Hoje não vai dar, porque tem um show com um cara muito famoso. Mas amanhã sem problemas, porque o teatro estará vazio.

Entendeu agora? Minha meta não é ir para o céu, assim como a sua meta nesta situação hipotética não era ir ao Teatro Municipal, pois o lugar em si não significaria nada sem o seu artista preferido. Se a minha meta fosse ir para o céu eu poderia talvez escolher entre diferentes “céus”. Poderia preferir o céu muçulmano, com suas virgens, ou o nirvana ou qualquer “céu” que me agradasse. Por isso você não encontra na Bíblia a expressão “ir para o céu” como sendo a meta do cristão.

Quando o Senhor disse ao ladrão convertido na cruz, “em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23:43), a força da expressão não estava em “estarás... no Paraíso”, mas em “estarás comigo”. Pela mesma razão, quando o apóstolo Paulo fala de seu desejo de partir desta vida, ele não diz que tinha “desejo de partir, e estar no céu, porque isto é ainda muito melhor”, mas sim de “estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Fp 1:23).

As religiões prometem diferentes destinos de paz, tranquilidade e beleza, como a terra restaurada das Testemunhas de Jeová, ou o paraíso das delícias dos muçulmanos. Mas ir para esses “céus” é como ir ao Teatro Municipal no dia seguinte, ou seja, quem você realmente quer encontrar não estará lá. O que atrai o cristão a morar no céu não é o céu, mas quem está no céu: Cristo ressuscitado e glorificado à direita do Pai. Se a sua meta for qualquer coisa menos que isto, o que você está realmente buscando é um piquenique sem formigas, e não a companhia de Cristo eternamente.

Portanto, da próxima vez que perguntar aos seus filhos algo como "Você quer ir para o céu?", talvez seja melhor perguntar "Você quer ir estar com Cristo?". Esta é a meta.




Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus.

Fonte: 


sábado, 2 de maio de 2015

Executados na Indonésia cantaram ‘Amazing Grace’ antes de morte

Os oito homens que foram fuzilados na Indonésia na madrugada desta quarta-feira (29) – tarde de terça-feira (28) no Brasil – entoaram cantos religiosos enquanto andavam para encarar o esquadrão que os mataria, disse uma testemunha, que afirmou que eles morreram com “força e dignidade”.
Imagem: DivulgaçãoOs condenados – dois australianos, quatro nigerianos, um indonésio e o brasileiro Rodrigo Gularte – saíram se suas celas na prisão na ilha de Nusakambangan e andaram até uma clareira feita na floresta, onde as execuções foram cumpridas.
Mas ao invés de baixar a cabeça em sinal de derrota e resignação, todos negaram-se a colocar uma venda nos olhos e entoaram cânticos religiosos, entre eles “Amazing Grace”, até que o pelotão começou a disparar.
Christie Buckingham, a pastora que acompanhou um dos australianos em seus últimos momentos, explicou ao marido que os condenados se comportaram “com força e dignidade até o fim”.
“Ela me disse que os oito andaram até o esquadrão de fuzilamento cantando canções de louvor”, disse Rob Buckingham à rádio australiana 3AW.
A pastora Karina de Veja disse que as vozes dos oito condenados eram ouvidas juntas. “Eles estavam todos louvando seu Deus. Foi tocante. Foi a primeira vez que testemunhei alguém tão bem por ir encontrar seu Deus”, afirmou. “Eles se uniram. Cantaram juntos, como em um coro. Os não-cristãos, acredito, também cantaram de seu coração”.
Na cidade portuária de Cilacap, de onde se chega à ilha de Nusakambangan, um pequeno grupo de pessoas havia se reunido com velas pouco antes da execução, cantando também “Amazing Grace” e cobrindo os prantos dos que pensavam no que estava prestes a acontecer na selva.
Segundo o jornal “Sydney Morning Herald”, o padre Charles Burrows, que deu conforto ao brasileiro Gularte, afirmou que foi especialmente difícil para ele, que foi diagnosticado com esquizofrenia e segundo sua família não sabia que iria ser executado.
De acordo com o padre, Gularte, falava com animais e tinha medo de ondas eletromagnéticas e satélites que poderiam vigiá-lo pelo céu. Eu seu estado conturbado, ele acreditava que a Indonésia tinha abolido a pena capital e estabelecido um acordo de extradição de prisioneiros com o Brasil, o que significaria que ele poderia ir para casa no próximo ano.
“Não achávamos que a execução iria acontecer. Mas todos estavam olhando para frente, parece que todos aceitaram seu destino”, afirmou o padre.
Na cidade de Cilacap, último ponto onde as pessoas em geral podiam chegar, um pequeno grupo de pessoas fez uma vigília com velas, também entoando canções.
Pouco depois, na ilha, os oito condenados à morte foram atados a um poste e executados por um pelotão formado por 12 homens. Ao amanhecer seus corpos foram devolvidos a Cilacap dentro de caixões.
Os familiares seguiam chorando enquanto seus amigos e as pessoas que se dirigiram à cidade portuária para dar apoio ajudavam a iniciar a longa viagem de retorno para casa junto com seus entes queridos.
Angelita Muxfeldt, prima do brasileiro Rodrigo Gularte, chorava desolada enquanto um padre, Charlie Burrows, abria caminho entre a multidão.
Fonte: G1


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Traficantes de pessoas jogam 12 cristãos ao mar na costa da Itália


A embarcação havia sido tomada nesta quinta. O Ministério da Defesa italiano não informou se houve combate com os agressoresUma embarcação italiana recolheu e encaminhou entre 60 e 70 migrantes à pequena ilha de Lampedusa, no sul da Sicília, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). A polícia de Ragusa, na Sicília, declarou ter prendido um traficante de pessoas tunisiano enquanto ele chegava com um barco cheio de migrantes. Na quinta-feira (15) muçulmanos africanos foram presos por suspeita de assassinato depois que sobreviventes de um barco lotado os acusaram de terem atirado doze cristãos no mar durante uma briga que irrompeu quando pessoas a bordo começaram a orar por suas vidas.
Em tempo, a Marinha da Itália reassumiu o controle de um barco de pesca siciliano que havia sido tomado de quinta para sexta-feira por agressores desconhecidos perto da costa da Líbia, informou o Ministério da Defesa italiano. O trecho do Mar Mediterrâneo onde o fato ocorreu vem se tornando cada vez mais caótico nos últimos anos, já que milhares de pessoas têm se arriscado na perigosa travessia para a Europa para fugir dos conflitos na Líbia, em outras partes do norte da África e no Oriente Médio.

Segundo um comunicado do Ministério da Defesa, efetivos da Marinha abordaram a traineira, que havia sido parada por um rebocador a cerca de 90 quilômetros do porto líbio de Misrata. O Ministério não informou se houve algum combate com os sequestradores do barco italiano, nem o que aconteceu com eles ou com os sete tripulantes da embarcação depois que a Marinha recuperou o controle.
O comunicado afirmou que o rebocador provavelmente é de propriedade de forças de segurança líbias, que já detiveram esse tipo de barco em outras ocasiões em função de desavenças sobre áreas de pesca. O porta-voz de uma associação siciliana de comércio de peixes havia dito anteriormente que o incidente poderia ter sido causado por piratas. Nenhum ataque desse tipo foi relatado antes. “Isto provavelmente foi um ato de pirataria, porque o rebocador que se aproximou da traineira não tinha insígnias do governo da Líbia”, afirmou o porta-voz, Francesco Mezzapelle, acrescentando que a traineira era tripulada por três italianos e três tunisianos.
O caos instaurado pelas facções armadas no território líbio vem sendo explorado por traficantes de pessoas, que cobram milhares de dólares de migrantes, a maioria da África subsaariana, por uma passagem pelo Mediterrâneo em busca de uma vida melhor em terras europeias. Cerca de 13.000 pessoas foram resgatadas no mar ao longo da última semana, quando o tempo bom melhorou a situação para a navegação. Aproximadamente mil pessoas teriam se afogado este ano, e os sobreviventes relataram condições assustadoras.
Fonte: Veja